14 de agosto – Dia de Combate à Poluição

14 de agosto – Dia de Combate à Poluição

O dia 14 de agosto foi instituído como o Dia de Combate à Poluição para estimular o debate sobre os impactos negativos da poluição na saúde e no bem-estar de toda a população mundial.

Os problemas de saúde relacionados à poluição do ar vêm sendo cada vez mais estudados por seus grandes impactos sociais e econômicos. A urbanização, o intenso tráfego de veículos nas áreas residenciais e a proximidade das áreas residenciais com as áreas industriais demonstraram ser fatores complicadores, devido ao somatório de substâncias nocivas que são dispersas diariamente na atmosfera.

Sabe-se que a poluição resultante do processo industrial é mais nociva à saúde, provocando maior número de doenças, mas são várias as substâncias dispersas no ar – podendo ser partículas ou gases – capazes de causar problemas à saúde.
A médica pneumologista Jéssica Polese afirma que são vários os estudos que demonstram aumento da mortalidade relacionada à poluição atmosférica. As doenças respiratórias são a complicação mais comum, como o desencadeamento de crises de rinite, asma, sinusite e exacerbações do enfisema, além de aumentar a possibilidade de infecções como pneumonia e tuberculose. Outra importante doença que está associada à poluição e vem aumentando é o câncer de pulmão.

“Atualmente tem ganhado destaque a associação da poluição com problemas cardiovasculares, pois as partículas atingem a corrente sanguínea provocando um estresse oxidativo e inflamação, como consequente aumento da possibilidade de HAS, enfarte do miocárdio e acidente vascular encefálico”, explica a médica.

O Espírito Santo sofre com o elevado nível de poeira sedimentar, que permanece muito elevado a maior parte do tempo e pode grosseiramente indicar um alto nível de poluição atmosférica. Dados do DATASUS mostram um número considerável de óbitos por asma e por câncer no nosso Estado, por isso, a pneumologista Jéssica Polese não indica a prática de atividade física em locais com tráfego intenso de automóveis, como os calçadões, por exemplo. “Os gases poluentes emitidos por veículos e indústrias facilitam infecções respiratórias como pneumonias, sinusites e tuberculose. Eles afetam principalmente os indivíduos com problemas respiratórios e cardíacos” alerta a especialista.

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