ARTIGO – Todas as homenagens aos livros e escritores

ARTIGO – Todas as homenagens aos livros e escritores

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Escritor Manoel Goes

Comemoramos em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro. Data instituída em homenagem a fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, fundada em 29 de outubro de 1810. Em 1808, com a vinda da Família Real Portuguesa, a rainha de Portugal, D. Maria I, e de D. João, Príncipe Regente, trouxeram ao Brasil um importante e grande acervo de manuscritos pertencentes ao acervo da Real Biblioteca Portuguesa.  O primeiro livro editado no Brasil foi a obra de Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, em 1808. Hoje, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é a maior da América Latina, e está entre as dez maiores do mundo.

Poucos eram os que tinham acesso ao conhecimento, aos escritos, aos livros. Somente os nobres e membros da Igreja tinha este privilégio, pois havia uma crença que os escritos eram objetos de salvação, no reino dos céus. Surgiram os Monges Copistas, na Idade Média, encarregados de copiarem as obras escritas, que eram na sua quase totalidade obras religiosas.

Tempos depois, coube ao gráfico alemão Gutenberg, no século XV, inventar e desenvolver a técnica de prensa móvel (a tipografia), permitindo assim a reprodução de copias, e a popularização dos livros. Um feito revolucionário, confirmando assim o sempre desejo, das civilizações do passado, da guarda do conhecimento, permitindo que estes conhecimentos fossem passados para as gerações futuras. 

Falando de livros, temos que falar nas Academias de Letras, instituições de cultivo da nossa língua e literatura Aqui em terras capixabas temos também uma Academia de Letras centurial, atuante e histórica: a Academia Espírito-santense de Letras, fundada em 04 de setembro de 1921, pelo professor Kosciusko Barbosa Leão, com a finalidade de cultivar a língua nacional, incentivar as artes, a cultura, preservar e incentivar a criação de bibliotecas e instituições literárias. Incentivar a leitura e formação de novos leitores, promover cursos literários e intercâmbios com intuições congêneres nacionais e internacionais. Uma Academia atuante e revigorada, tendo na presidência, a inesgotável, estimada aguerrida mestra, professora Ester Abreu de Oliveira. Fica localizada no centro histórico da capital Vitória, em um belíssimo imóvel histórico, ao lado do Palácio Anchieta, sede do governo do Espirito Santo. 

Todas as nossas homenagens aos livros e aos escritores, pelo papel social e educacional, que promovem com competência, chave do desenvolvimento socioeconômico sustentado, diretamente ligado à inclusão social. É a leitura o principal agente de transformação do indivíduo em sociedade. Temos que incentivar a leitura, principalmente da literatura produzida aqui no Espirito Santo.

 

Por: Manoel Goes Neto – escritor, diretor no IHGES e subsecretário da Cultura de Vila Velha.

 

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