Campanha no ES estimula sociedade a combater a violência contra crianças

Campanha no ES estimula sociedade a combater a violência contra crianças

O “Quebrando o Silêncio” acontece em oito países da América do Sul no mês de Agosto A morte da menina Pyetra, de apenas 3 anos, chocou o Espírito

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O “Quebrando o Silêncio” acontece em oito países da América do Sul no mês de Agosto

A morte da menina Pyetra, de apenas 3 anos, chocou o Espírito Santo esta semana. A suspeita é de que a menina tem sido vítima de constantes agressões cometidas pelos próprios pais. Ela não é a única. Cerca de 300 milhões de crianças em todo o mundo vivem em constante situação de violência, seja física, sexual ou moral. O dado, divulgado em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), integra o relatório “Um Rosto Familiar: Violência na Vida de Crianças e Adolescentes”. O número equivale a quase toda a população dos Estados Unidos.

Em busca de acender um amplo debate e propor métodos para evitar o crescimento da violência sexual infantil, neste ano a campanha Quebrando o Silêncio direciona sua atenção para o tema em busca de evitar que mais crianças e adolescentes integrem estatísticas mundiais. E não só isso. A iniciativa, organizada pela Igreja Adventista busca, também, apresentar caminhos para a recuperação de quem, infelizmente, carrega as marcas e dores que resultam do abuso.

No Espírito Santo, a campanha acontece em Agosto com várias ações voltadas para a comunidade como passeatas de conscientização, palestras em escolas, palestras e dinâmicas em centros de apoio à crianças e adolescentes de Vitória, sessão solene na Câmara de Vitória, entre outros. “Serão entregues materiais instrutivos, como uma revista para adultos e outra para crianças, ambas com ênfase na necessidade de prevenção e conselhos sobre o que fazer para evitar a aproximação de abusadores, por exemplo”, lembrou a coordenadora da campanha no ES, a educadora Jeanete Souza.

Dia D

As ações centrais da campanha ocorrem no dia 24 de agosto no Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador. No entanto, a campanha se estende ao longo de todo o ano com palestras, ações de conscientização e iniciativas de amparo realizadas em várias localidades.

“Órgãos governamentais e comunidades religiosas, por exemplo, podem ajudar a proteger as crianças e adolescentes ao deixar a postura meramente reativa para assumir uma agenda proativa de prevenção”, sublinha a educadora Marli Peyerl, coordenadora do projeto para oito países da América do Sul. O caminho, aponta ela, é informar e sensibilizar a população, começando pelos pais e cuidadores. E, depois, partir para a ação: criar ambientes que sejam acolhedores e inclusivos nos espaços frequentados pelos pequenos.

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