Cervejeiras, sim! Mais mulheres do ES atuam na produção artesanal da bebida

Cervejeiras, sim! Mais mulheres do ES atuam na produção artesanal da bebida

Antes, apenas apreciadoras. Agora, cervejeiras por profissão. A participação das mulheres no segmento da bebida, um ambiente tradicionalmente masculin

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Antes, apenas apreciadoras. Agora, cervejeiras por profissão. A participação das mulheres no segmento da bebida, um ambiente tradicionalmente masculino, vem aumentando. Prova disso, são as histórias da Engenheira Química Natália Assis e da Administradora Marcela Spalenza, assumidamente cervejeiras e com muito orgulho.

Natália hoje trabalha em uma cervejaria artesanal localizada na Serra, a Convento. Começou a fazer cerveja em casa, em 2014. Ao longo dos anos, o interesse pelo processo de produção da bebida despertou. “Em 2018, depois de concluir meu curso de engenharia, tive a oportunidade de iniciar um estágio em uma microcervejaria. Ali comecei a cogitar a possibilidade de atuar no ramo. E desde então venho buscando me especializar”, contou ela.

Sendo mulher e atuando nesse segmento, Natália revela que não se deparou com muitos obstáculos em razão do gênero. “Contudo, sei que existe a dificuldade em ocupar esse espaço. Então busco aprimorar meus conhecimentos e ser ouvida enquanto profissional. Trabalho com profissionais que me dão segurança e confiam na minha capacidade técnica para agregar qualidade no processo produtivo”, explicou.

Já a Administradora Marcela Spalenza além de cervejeira caseira (termo conhecido no meio como homebrewer) é sommelière e comanda a Hops Club The Craft Beer. Sobre sua trajetória, ela conta que “era apreciadora de cervejas artesanais. Fui me interessando cada vez mais pelo assunto, mas quando fiz minha primeira cerveja caseira, me apaixonei completamente por essa bebida maravilhosa e todo o processo envolvido. Dessa paixão nasceu a atuação no ramo”.

Marcela começou a estudar sobre a produção, em 2016, iniciando as atividades do ramo em 2019. Os desafios são muitos. “Como em toda pequena empresa, absorvo muitas atividades. Desde compras, negociação com fornecedores, manutenção de equipamentos, até a última etapa, que é a experiência do cliente”, explicou.

Mas, os obstáculos são superados e sobre atuar nesse ramo sendo mulher, ela esclareceu que “estabelece parcerias com pessoas que me tratam com seriedade e respeito. É um meio majoritariamente masculino, há muito espaço para as mulheres, basta elas ocuparem. Bora fazer cerveja, mulherada!!!”, pontuou.

E o reconhecimento vem, segundo Marcela Spalenza. Na atuação de cervejeira caseira, ela criou uma IPA e foi premiada com duas medalhas. Agora, essa bebida vai ser produzida na Cervejaria Convento, que além de produzir para comercialização própria, atende aos chamados produtores de cerveja cigana, que são cervejarias sem fábrica própria, mas que para comercializar seus produtos de forma legalizada precisam produzir em uma fábrica autorizada pelo Ministério da Agricultura.

O que eles pensam

Sócio da Convento Cervejaria, o empresário Léo Leal acredita que as mulheres são tão capazes quanto os homens para atuar como cervejeiras. Segundo ele, apesar do mercado ainda ter a predominância masculina, a contribuição feminina tem sido relevante e feito a diferença no dia a dia da fábrica. “Em geral, elas precisam vencer muitas barreiras para alcançar um lugar nesse segmento. Por isso, acabam estudando e se preparando mais. Com essa garra o setor de cerveja artesanal só tem a ganhar”, pontuou.

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