Dezembro laranja: queda no número de biópsias da pele acende alerta Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente este ano foram regi

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Dezembro laranja: queda no número de biópsias da pele acende alerta

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente este ano foram registrados mais de 170 mil novos casos da doença. No entanto, diante do cenário de pandemia, foi registrada queda de 42% no número de realização de biópsias, o que torna a situação ainda mais alarmante

A campanha Dezembro Laranja foi criada em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e visa a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer da pele, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o tipo mais frequente no Brasil. Ainda de acordo com o instituto, até final deste ano, serão aproximadamente 177 mil novos casos da doença. No entanto, segundo dados do DATASUS, do Ministério da Saúde, houve uma queda de 42% no número de realizações de biópsias da pele, essenciais para detecção precoce da doença. Diante dessa realidade e com a chegada do verão, especialistas reforçam que a população precisa receber informações necessárias para se prevenir, uma vez que, a doença, além de outros fatores, está diretamente ligada à exposição solar.

Para a oncologista Carolina Conopca, campanhas como Dezembro Laranja são de extrema importância para dar a visibilidade necessária a esta problemática. “É importante ressaltar que qualquer pessoa pode desenvolver o câncer da pele, e, por isso, é indispensável o uso do protetor solar, todos os dias, uma vez que, os raios UVA estão sempre presentes, faça chuva ou faça sol. Por isso, é necessário se proteger, dentro e fora de casa. Em função da pandemia, temos passado mais tempo em casa e, agora, aos poucos, retornado as atividades rotineiras, por isso os cuidados com a proteção da pele devem ser redobrados. Além do uso contínuo e adequado de protetor solar, sempre que possível, utilize roupas com proteção UV e proteja o couro cabeludo com chapéus”, afirma a oncologista da Medquimheo.

Câncer da pele: fatores de risco

É importante destacar que qualquer pessoa está sujeita a desenvolver o câncer da pele, entretanto, ele é considerado mais raro em crianças e pessoas negras. De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dos fatores de risco são:

  • Exposição prolongada e repetida ao sol;

  • Exposição a câmaras de bronzeamento artificial;

  • Pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares;

  • Pessoas com histórico pessoal ou familiar deste câncer.

 

Tipos de câncer da pele 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), existem três tipos de câncer da pele:

1- Carcinoma basocelular (CBC): tipo mais predominante entre os três, o CBC tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce. Além disso, surge mais frequentemente em regiões mais facilmente expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

2 – Carcinoma espinocelular (CEC):  segundo mais prevalente entre todos os tipos de câncer. O CEC pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol. A pele nessas regiões, normalmente, apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.

3 – Melanoma: é o tipo menos frequente entre todos os cânceres da pele e tem o pior prognóstico e o maior índice de mortalidade. Embora o diagnóstico assuste os pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos que, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento.

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