Pedagoga alerta sobre a importância da prevenção e tratamento precoce do Alzheimer, doença que deve quadruplicar os casos até 2050

Pedagoga alerta sobre a importância da prevenção e tratamento precoce do Alzheimer, doença que deve quadruplicar os casos até 2050

 Especialista aponta que métodos cognitivos, sensoriais e pedagógicos podem ser altamente eficazes na prevenção e também intervenção imediata dos caso

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 Especialista aponta que métodos cognitivos, sensoriais e pedagógicos podem ser altamente eficazes na prevenção e também intervenção imediata dos casos recém-diagnosticados para diminuir o avanço da doença

O Alzheimer caracteriza-se por ser uma doença de evolução lenta caracterizada pela perda de funções cognitivas como memória, atençāo, concentração, linguagem e dificuldade em apreensão de novos conhecimentos. É por isso, que segundo Claudia Laet, pedagoga especialista em limitações e transtornos mentais, exercitar a mente com atividades contínuas de aprendizado sāo associados a prevençāo e ao tratamento.

No Brasil, 1,5 milhão de habitantes já foram diagnosticados com o problema. A Academia Brasileira de Neurologia, no entanto, alerta para a perspectiva de crescimento acelerado para os próximos 30 anos: os casos podem aumentar em até quatro vezes, ou seja, aproximadamente de 6 a 7 milhões de indivíduos passariam a apresentar sinais de demência, cuja principal causa é o mal de Alzheimer. Vale ressaltar que a doença é responsável por cerca de 65% do declínio cognitivo.

Assim como na maior parte dos distúrbios e enfermidades, as ações interventivas quando aplicadas precocemente apresentam maior eficácia. O que nem todos sabem é que o pedagogo tem papel fundamental nesse processo de descoberta da doença, atuando na aplicação de atividades que impeçam o avanço dos sintomas.

Pedagoga especialista em limitações e transtornos mentais, Claudia Laet destaca que, além de proporcionar um diagnóstico multidisciplinar, o profissional ajuda a entender como o indivíduo aprende, os tipos de estímulos a serem utilizados e outras modalidades relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem.

“Como em toda doença, o paciente diagnosticado com Alzheimer deve ter um acompanhamento individualizado não só com uma equipe médica, como também com profissionais voltados para atividades que preservem a cognição, por exemplo. E o pedagogo é de grande ajuda aos indivíduos acometidos pelo transtorno mental, afinal, são desenvolvidos métodos de ensino que auxiliam na preservação da memória sensorial a curto e longo prazo”, explica.

A atuação da especialista, que passou os últimos anos estudando e aperfeiçoando suas técnicas nos Estados Unidos, ainda envolve o auxílio no processo de aquisição e retenção de novos conhecimentos. “É importante reforçar que, quantos antes o diagnosticado iniciar o tratamento, maiores são os efeitos positivos das atividades. Também indicamos para indivíduos que não receberam o diagnóstico, porém já tenham pré-disposição a desenvolver o Alzheimer, como os que tiveram casos na família”, reforça Laet.

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